o que seria mais importante ouvir? os sons & a música que melhor documentam o mundo de hoje ou os sons & a música que, abertos, desvendados, irradiados, melhor enriquecem o hoje? o caso é que nenhum dos dois é importante frente à vontade individual, de cada ouvinte antes de tudo (mesmo se sabendo que são muitos os que a anulam para se sentir mais confortáveis). e talvez a comparação não exista porque se um disco de 75 documenta um momento, um pensamento, qualquer coisa vibrando agora, ele está acontecendo hoje. e não há “biopolítica”, ocupação aonde for e polícia-dubstep-grindcore-”truculenta” que supere essa força se ela for grande.

mas, apenas em termos filosóficos: que o segundo pensamento, do ouvir o que enriquece mais o hoje acima do que “melhor documenta/ clarifica o hoje”, está mais próximo da integridade que o primeiro persegue – a revertendo não raro para uma integridade, essa sim, realmente difusa, desintegrada (como se crê que é a contemporaneidade) -, acho isto uma verdade. de qualquer forma, pra mim é importante ouvir música boa, desafiadora ou não. apegada ou não ao momento (se for demais eu temeria diagnosticar música materialista dialética, “laboratório intercultural”, o que não daria boa música de qualquer forma, mas tudo bem).

aqui não é o caso de um “melos“, um quase maior da terra. mas é de um nível de elaboração com poucos termos que puta que o pariu.

obra-prima.